domingo, 4 de novembro de 2012

Não pare na minha frente com esse ar choroso e confuso. Aquelas palavras foram para ser como uma lança penetrando no corpo, com toda violência e vividez. Escorre em sua face pequenas gotas cristalinas de origem afetiva. Um calor que começa na barriga e se estende para o peito e rosto me abrasam. Nossas memórias já incontroláveis se projetam ordeiramente na minha mente e meus olhos se enchem de gulosas lágrimas. Sua voz extremamente alta e agressiva não me atingem. Tudo o que diz é por não saber lidar com o que viu e se confirmou. Frágeis golpes são desferidos em meu peito em forma de um contra-ataque ou resposta do que se presenciou.